Aviso de privacidade: Nosso site utiliza arquivos chamados “cookies” que, inseridos em seu dispositivo, coletam dados para análise estatística. Essas informações melhoram nosso site e sua experiência como usuário. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies. Você pode ler mais sobre nossos cookies, em nossa página: política de privacidade/cookies.
São Paulo: (11) 3504-4304 | Vitória: (27) 99707-3433 - (27) 99886-7489

Ultrassom focado bilateral em estágios mostra benefício no Parkinson, mas exige cautela com efeitos adversos

Dr Diego de Castro Neurologia
Autor: 
Dr. Diego de Castro dos Santos

CRM-SP 160074 / CRM-ES 11.111
Neurofisiologia clínica - RQE 74154
Neurologia - RQE 74153.
Compartilhe

A doença de Parkinson continua desafiando médicos e pacientes, especialmente quando surgem complicações motoras como flutuações de resposta à medicação e discinesias. Nesse cenário, uma nova publicação no The Lancet Neurology trouxe dados importantes sobre uma abordagem menos invasiva: o ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética, ou MRgFUS, aplicado em ambos os lados do cérebro em estágios.

O estudo sugere que a técnica pode trazer melhora clínica relevante, mas também reforça que a bilateralidade aumenta o risco de efeitos adversos persistentes, sobretudo em fala, marcha e equilíbrio.

O que foi estudado

O trabalho foi um ensaio prospectivo, multicêntrico e de braço único, conduzido em nove centros nos Estados Unidos, Espanha e Taiwan. Foram incluídos adultos com doença de Parkinson idiopática, responsiva à levodopa, e com complicações motoras importantes.

A estratégia testada foi a Tractotomia palidotalâmica por MRgFUS estagiada: primeiro um lado do cérebro, depois o outro, em vez de tratar ambos ao mesmo tempo. Essa escolha buscou equilibrar benefício motor e segurança, uma vez que procedimentos bilaterais podem ampliar o risco de efeitos indesejáveis.

O que os resultados mostraram

Após o tratamento bilateral, os pacientes apresentaram melhora mediana de 32% nos escores motores relacionados às complicações da doença, com benefício sustentado ao longo do seguimento.

Também houve redução importante nas discinesias relatadas pelos próprios pacientes, além de melhora nas complicações motoras de forma geral.

Esses resultados mostram que o ultrassom focado não se limita ao controle do tremor, mas pode entrar na conversa como uma opção para sintomas mais complexos do Parkinson, incluindo flutuações motoras e movimentos involuntários provocados por levodopa.

O ponto de atenção

Apesar do ganho clínico, o estudo também deixou claro que o tratamento bilateral traz um custo em segurança. Segundo os autores, o tratamento unilateral já demonstrou benefício com perfil mais favorável, enquanto a bilateralidade acrescentou apenas um ganho motor adicional modesto, ao mesmo tempo em que aumentou a ocorrência de eventos adversos persistentes.

Os efeitos mais preocupantes envolveram fala, marcha e equilíbrio, justamente áreas que têm grande impacto funcional no dia a dia do paciente. Isso significa que o MRgFUS bilateral em estágios não deve ser visto como substituto automático da DBS ou de outras cirurgias funcionais, mas como uma opção que precisa ser cuidadosamente selecionada.

Diagrama comparativo do cérebro humano: o lado esquerdo ilustra as ondas de ultrassom criando uma lesão terapêutica precisa, enquanto o lado direito mostra um eletrodo de DBS emitindo pulsos elétricos de modulação.

Como isso se compara à DBS

A estimulação cerebral profunda, ou DBS, continua sendo uma referência consolidada no tratamento cirúrgico do Parkinson, especialmente para sintomas motores refratários e na melhora da qualidade de vida.

O ultrassom focado ganha espaço por ser uma técnica sem incisões, sem implante permanente e com perfil diferente de risco cirúrgico, mas ainda com limitações importantes, sobretudo porque cria uma lesão no alvo cerebral e não permite ajustes pós-procedimento da mesma forma que a DBS.

Por isso, a melhor leitura desse novo estudo não é “ultrassom melhor que DBS” ou “DBS melhor que ultrassom”, e sim que o campo das terapias cirúrgicas no Parkinson está ficando mais personalizado. Cada estratégia tem vantagens e desvantagens, e a escolha depende do tipo de sintoma, do perfil do paciente e da experiência do centro.

O que isso muda para os pacientes

Na prática, essa publicação amplia as opções que podem ser discutidas em casos selecionados de Parkinson com complicações motoras relevantes. Para alguns pacientes, a possibilidade de uma técnica minimamente invasiva, sem hardware implantado, pode ser atraente.

Mas o estudo também mostra que essa decisão não pode ser tomada apenas com base no potencial de melhora: é preciso pesar cuidadosamente os riscos funcionais, especialmente quando se pensa em bilateralidade.

Por que escolhemos essa notícia para o blog

Esse é um tipo de estudo que vale destaque porque não fala só de “mais uma terapia”; ele ajuda a reposicionar o papel do ultrassom focalizado no Parkinson, mostrando que a técnica pode ir além do tremor e atingir complicações motoras mais amplas.

Ao mesmo tempo, a publicação traz a mensagem que mais interessa ao leitor clínico: inovação precisa vir acompanhada de seleção criteriosa e de expectativa realista.

Em resumo

O novo estudo do Lancet Neurology sugere que o MRgFUS bilateral em estágios pode proporcionar melhora importante nas complicações motoras da doença de Parkinson, mas também reforça que a bilateralidade exige cautela adicional.

Na prática, o trabalho fortalece o ultrassom focado como uma alternativa real dentro da neurocirurgia funcional, mas não como solução simples ou isenta de riscos.

Nota de Transparência: Comprometidos com a vanguarda da medicina, utilizamos ferramentas de IA para monitorar as notícias mais recentes da neurologia mundial. Este conteúdo foi estruturado por IA e revisado detalhadamente pelo Dr. Diego de Castro para assegurar a autoridade médica e empatia com o paciente.

Referências

Dr Diego de Castro Neurologista Tratamento da Doença de Parkinson

Dr Diego de Castro é Neurologista e Neurofisiologista pela USP especialista em Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento. Dr Diego de Castro também é membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC).

Compartilhe este artigo! Siga-nos nas redes sociais.

Leia outros artigos sobre este tema:

Estamos disponíveis para cuidar de você nos endereços:

Avenida Américo Buaiz, 501 – Ed. Victória Office Tower Leste, Sala 109 - Enseada do Suá, Vitória - ES, 29050-911

Tel: (27) 99707-3433

R. Itapeva, 518 - sala 1301 Bela Vista - São Paulo - SP, CEP: 01332-904

Telefones: (11) 3504-4304

Posts Relacionados:

Compartilhe
Dr Diego de Castro Neurologia
Autor: 
Dr. Diego de Castro 

CRM-SP 160074 
CRM-ES 11.111
Neurofisiologia clínica - RQE 74154
Neurologia - RQE 74153.
Posts mais Populares
Acompanhe nosso Podcast!
Escute nossos conteúdos em áudio, na sua plataforma preferida:
Assine nossa Newsletter!

Assine nossa newsletter e receba em seu e-mail todos os nossos novos artigos.

Dr Diego de Castro dos Santos
Neurologia - Dr Diego de Castro
Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
Dúvidas? Sugestões?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

DR DIEGO DE CASTRO

Dr. Diego de Castro dos Santos
Neurofisiologia clínica - RQE 74154
Neurologia - RQE 74153
Diretor Clínico Autor e Responsável Técnico pelo Site – Mantenedor.

Missão do Site: Prover Soluções cada vez mais completas de forma facilitada para a gestão da saúde e o bem-estar das pessoas, com excelência, humanidade e sustentabilidade. Destinado ao público em geral.
NEUROLOGISTA EM SÃO PAULO – SP
CRM-SP 160074

R. Itapeva, 518 - sala 1301
Bela Vista - São Paulo - SP 
CEP: 01332-904

Telefones:
(11) 3504-4304


NEUROLOGISTA VITÓRIA – ES
CRM-ES 11.111

Av. Américo Buaiz, 501 – Sala 109
Ed. Victória Office Tower Leste, Enseada do Suá, Vitória – ES, CEP: 29050-911

Telefones:
(27) 99707-3433
(27) 99886-7489

magnifier
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram