

Para quem convive com a Doença de Parkinson, os movimentos involuntários, a rigidez e as flutuações motoras podem impactar profundamente a qualidade de vida. Por muito tempo, as opções de tratamento eram medicamentos ou cirúrgicas. No entanto, uma nova abordagem não-invasiva e promissora teve novas atualizações: o Tratamento com Ultrassom para Parkinson.
Um estudo pivotal publicado no The Lancet Neurology em 18 de junho de 2026, validou a segurança e a eficácia do Ultrassom Focal Bilateral Guiado por Ressonância Magnética (MRgFUS) para controlar os sintomas da doença.
Neste artigo, Dr. Diego de Castro explica sobre esta abordagem de tratamento e o que esses novos resultados significam para os pacientes.
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Segundo a Mayo Clinic, a Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora a medicação possa controlar os sintomas por um tempo, muitos pacientes experimentam:
Estas flutuações motoras tornam as atividades diárias extremamente difíceis.
Quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas adequadamente, a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é uma técnica eficaz e pouco invasiva, mas envolve um procedimento cirúrgico.
É nesse cenário que o Ultrassom Focal Bilateral Guiado por RM se destaca, oferecendo uma alternativa que busca aliviar esses sintomas sem a necessidade de incisões ou implantes.
A Focused Ultrasound Foundation explica que o HIFU emprega ondas de ultrassom de alta intensidade, guiadas por imagens de ressonância magnética, para criar pequenas lesões térmicas em áreas específicas do cérebro. No caso da Doença de Parkinson, o alvo é o globo pálido interno (GPi) ou o tálamo, regiões envolvidas no controle do movimento.
O diferencial é sua realização ser totalmente não-invasiva. Não há incisões, nem a necessidade de perfurar o crânio. O ultrassom atravessa o tecido cerebral sem danificá-lo, concentrando sua energia apenas no ponto desejado, sob monitoramento em tempo real pela RM. Isso minimiza os riscos associados a cirurgias abertas e permite uma recuperação mais rápida.

As agências reguladoras (como a FDA nos EUA e a Anvisa no Brasil) aprovavam o ultrassom focalizado exclusivamente para um lado do cérebro, devido ao alto risco de complicações. A partir de julho de 2025, os dados preliminares desse mesmo estudo clínico possibilitaram a Aprovação Bilateral Estagiada.
O estudo prospectivo e multicêntrico, publicado em 18 de junho de 2026 no The Lancet Neurology, avaliou 54 pacientes com Doença de Parkinson em nove centros de pesquisa. Os pacientes foram submetidos a um tratamento bilateral em estágios, ou seja, um lado do cérebro foi tratado primeiro, e o outro lado, pelo menos seis meses depois. Os resultados foram notáveis:
As melhorias nos sintomas foram observadas em apenas um mês após o tratamento e mantidas por mais de dois anos a partir do primeiro tratamento.
Esses dados fornecem uma orientação baseada em evidências de que o ultrassom focal pode oferecer um alívio significativo e duradouro para os sintomas do Parkinson, expandindo o papel desse tratamento além do tremor para abordar as flutuações motoras e os movimentos involuntários que tanto dificultam a vida diária.
O estudo no The Lancet Neurology reforça a segurança e eficácia do MRgFUS, tornando-o uma opção cada vez mais viável para pacientes selecionados.
É importante notar que, embora a maioria dos eventos adversos tenha sido leve a moderada, efeitos na fala e na marcha foram mais frequentes após o tratamento do segundo lado, ressaltando a importância da seleção cuidadosa dos pacientes. No entanto, para muitos, essa terapia não-invasiva representa a esperança de uma melhoria significativa na qualidade de vida.
A confirmação da eficácia do Ultrassom Focal Bilateral Guiado por RM é uma excelente notícia para a comunidade de Parkinson. Ao oferecer um tratamento não-invasivo que proporciona alívio substancial e duradouro das discinesias e flutuações motoras, essa tecnologia abre novas portas para melhorar a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes.
Se você ou um familiar convive com a Doença de Parkinson e busca novas opções, converse com seu neurologista para entender se o MRgFUS pode ser uma alternativa adequada para o seu caso.
Nota de Transparência: Comprometidos com a vanguarda da medicina, utilizamos ferramentas de IA para monitorar as notícias mais recentes da neurologia mundial. Este conteúdo foi estruturado por IA e revisado detalhadamente pelo Dr. Diego de Castro para assegurar a autoridade médica e empatia com o paciente.
Dr Diego de Castro é Neurologista e Neurofisiologista pela USP especialista em Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento. Dr Diego de Castro também é membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC).
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