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Cerca de 10.000 brasileiros pesquisam no google mensalmente o termo "insônica". Na verdade, o número reflete quão comum é a dificuldade de dormir ou iniciar o sono.
Mais do que isso, o número demonstra características ainda mais relevantes sobre os indivíduos que referem ter "insônica". Segundo pesquisa publicada na Revista Sleep:
Os indivíduos podem ter tanto dificuldade de iniciar o sono, quanto de se manter dormindo
Quem apresenta ambos os sintomas têm maior risco de depressão e ansiedade
Pessoas com dificuldade de dormir têm 10 vezes mais chance de ter depressão
Indivíduos que relatam ter "insônica" possuem 17 vezes mais chance de ter ansiedade
Neste artigo, Dr Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica sobre a dificuldade de dormir, suas causas, sintomas e formas de gerenciar a condição.
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O que Significa "Insônica"?
Apesar dos pacientes chamarem popularmente a condição de "insônica" o termo médico correto, segundo a língua portuguesa, é insônia. E, de acordo com a Sleep Foundation, ela é definida como:
"Dificuldade de começar o sono ou mantê-lo, que atrapalha a vida do indivíduo, e vem acompanhada de: Fadiga, baixa energia, alterações do humor, diminuição da performance no trabalho ou escola".
De acordo com a American Psychologycal Association, cerca de 35% da população adulta relata sofrer de "insônica", o que gera uma série de impactos:
Diminuição da produtividade no trabalho
Diminuição do rendimento na escola e faculdade
Aumento de faltas no serviço
Acidentes e hospitalizações
Aumento da chance de alcoolismo
Gastos excessivos com remédios ou outros tratamentos.
"Insônica" - Confira se é seu Caso
Segundo o NHS, você provavelmente sofre de "insônica", caso:
Considere difícil ir dormir
Acorde várias vezes durante a noite
Desperta espontaneamente muito cedo e não consegue retomar o sono
Sente-se cansado durante o dia
Não consegue pregar os olhos mesmo sentindo-se exausto
Sente-se irritado continuamente
Não consegue se concentrar no trabalho ou qualquer atividade devido ao cansaço
Você já está sentindo esses sintomas por meses ou anos
Se você respondeu sim para a maioria dessas perguntas, isso indica que seu sono não está adequado. Considere uma avaliação médica para analisar o seu caso com respeito e consideração. Sua vida pode melhorar muito ao ficar livre desses sintomas.
O que Pode Causar "Insônica"?
Conforme a Mayo Clinic, a "insônica" geralmente é resultado de eventos de vida ou hábitos que dificultam o sono. As causas mais comuns incluem:
Estresse, preocupações, eventos ou traumas, como a morte ou doença de um ente querido, divórcio ou perda de emprego
Jet lag - viagem ou trabalho que modifiquem seus horários de dormir e acordar, ou seja, os ritmos circadianos do seu corpo
Maus hábitos de sono, como horário irregular de dormir, cochilos, atividades estimulantes antes de dormir, ambiente de sono desconfortável
Comer muito tarde da noite
Ingerir álcool, café, chá e outras bebidas estimulantes no final da tarde ou à noite.
A dificuldade para dormir também pode estar associada a condições médicas ou ao uso de determinadas drogas. Tratar a condição médica pode ajudar a melhorar o sono, mas, em alguns casos, pode persistir após o melhora da condição médica.
Outras causas comuns incluem:
Transtornos de saúde mental
Uso de algumas classes de medicamentos
Condições médicas ligadas à dificuldade de dormir, como:
Dor crônica
Câncer
Doença do refluxo gastroesofágico
Tireoide hiperativa
Doença de Parkinson
Doença de Alzheimer
Apneia do sono.
O sono muitas vezes se torna menos tranquilo à medida que envelhecemos, então o barulho ou outras mudanças no seu ambiente são mais propensos a acordá-lo. Com o avanço da idade, seu relógio interno também se modifica: você se sente mais cansado no início da noite e acorda mais cedo pela manhã.
Técnicas de Gerenciamento e Prevenção
De acordo com a Stanford Health Care, muitas pessoas conseguem restaurar o sono tranquilo, praticando os seguintes cuidados:
Crie bons hábitos de sono
Mantenha regularidade nos horários de dormir ou acordar mesmo nos fins de semana
Permaneça fisicamente ativo
Não tire sonecas durante o dia, isso atrapalhará seu sono à noite
Não beba café ou álcool à noite
Não fume
Prefira refeições leves antes de dormir
Faça do seu quarto um lugar tranquilo, escuro, bem ventilado e confortável
Crie um ritual de sono com horários fixos, banho quente, um chá calmante (erva doce, por exemplo) e uma música relaxante.
Se essas medidas não funcionarem, seu médico pode recomendar terapia cognitiva comportamental, uso de medicamentos ou ambos os métodos de tratamento, pois eles ajudam a melhorar seu nível de relaxamento e, consequentemente, o sono.
Perguntas Frequentes
O que significa exatamente o termo "insônica" e por que é tão pesquisado?
"Insônica" é um termo popularmente utilizado para se referir à insônia, que é a dificuldade em iniciar ou manter o sono. A alta pesquisa por esse termo reflete a grande prevalência da condição na população e a busca por informações sobre um problema que afeta profundamente a qualidade de vida de muitos brasileiros. Embora o termo médico correto seja insônia, a "insônica" expressa a vivência de quem enfrenta essa batalha noturna.
Como posso saber se a minha "insônica" é algo mais sério?
Se você se identifica com a dificuldade persistente para dormir, acorda várias vezes durante a noite, desperta muito cedo sem conseguir retomar o sono, sente-se cansado e irritado durante o dia, tem dificuldade de concentração e esses sintomas já duram meses ou anos, é um forte indicativo de que seu sono não está adequado. Nesses casos, a "insônica" pode estar impactando sua saúde e bem-estar, e uma avaliação médica é fundamental para um diagnóstico preciso.
A "insônica" pode realmente afetar minha saúde mental e meu desempenho diário?
Sim, e de forma significativa. A "insônica" não é apenas uma questão de cansaço físico; ela tem um impacto profundo na saúde mental, aumentando a chance de desenvolver depressão e ansiedade em quem apresenta dificuldade para dormir. Além disso, a falta de sono reparador diminui a produtividade no trabalho e nos estudos, aumenta o risco de acidentes e pode levar a gastos excessivos com tratamentos inadequados.
Além de procurar um médico, o que posso fazer em casa para melhorar minha "insônica"?
Adotar uma higiene do sono rigorosa é fundamental. Isso inclui manter horários fixos para dormir e acordar (mesmo nos fins de semana), praticar atividade física regularmente (mas não muito perto da hora de dormir), evitar sonecas diurnas prolongadas, reduzir o consumo de cafeína e álcool à noite, e criar um ambiente de sono tranquilo, escuro e confortável. Estabelecer um ritual relaxante antes de deitar, como um banho quente ou um chá calmante, também pode fazer uma grande diferença. Se essas medidas não forem suficientes, a terapia cognitivo-comportamental e o acompanhamento médico são as próximas etapas.
Em Resumo
A "insônica", termo popular para a insônia, é uma condição comum que afeta uma parcela significativa da população adulta. Caracterizada pela dificuldade em iniciar ou manter o sono, é mais do que um simples incômodo, está fortemente associada a problemas como fadiga, baixa energia, alterações de humor, diminuição da produtividade e um risco elevado de desenvolver depressão e ansiedade.
As causas da "insônica" são variadas, abrangendo desde fatores relacionados ao estilo de vida, como estresse, maus hábitos de sono, alimentação inadequada e consumo de estimulantes, até condições médicas subjacentes, como transtornos de saúde mental, dor crônica, apneia do sono e outras doenças neurológicas. O envelhecimento também pode influenciar a qualidade do sono, tornando-o mais fragmentado.
Para gerenciar e prevenir a "insônica", é fundamental adotar bons hábitos de sono, como manter horários regulares, praticar atividades físicas, evitar sonecas diurnas e criar um ambiente propício ao descanso. O tratamento pode incluir terapia cognitivo-comportamental, medicamentos ou uma combinação de ambos, visando restaurar um sono reparador e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida.
Dr Diego de Castro Neurologista
Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e, além desse artigo sobre "insônica", escreve conteúdos sobre outros problemas do sono e muitas condições neurológicas. Continue aprendendo sobre dificuldade de dormir, lendo nossos artigos:
Dr Diego de Castro dos Santos é Neurologista pela USP e responsável pelo Serviço de Especialidades Neurológicas – Eletroneuromiografia. Atua como neurologista em Vitória Espírito Santo ES e em São Paulo no tratamento de Dor de Cabeça, Depressão, Doença de Parkinson, Miastenia gravis e outras doenças. Também se dedica a reabilitação de pacientes com AVC, distonias e crianças com paralisia cerebral, por meio de aplicação de toxina botulínica (Botox) e neuromodulação.
Dr. Diego de Castro dos Santos Neurofisiologia clínica - RQE 74154 Neurologia - RQE 74153 Diretor Clínico Autor e Responsável Técnico pelo Site – Mantenedor.
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