

Na reunião anual de 2026 da American Headache Society (AHS), pesquisadores da UCLA apresentaram os primeiros dados sobre o uso da suzetrigina — um inibidor oral do canal Nav1.8, já aprovado para outras dores agudas — em pacientes com enxaqueca e outras cefaleias refratárias. Os resultados foram descritos como um "sinal positivo", mas vêm de uma análise retrospectiva, sem grupo controle, sobre uso off-label do medicamento.
É a primeira vez que essa classe farmacológica é estudada especificamente em enxaqueca, abrindo um alvo terapêutico diferente dos inibidores de CGRP, que dominam o mercado atual.
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Essa notícia não representa um novo remédio nem um resultado definitivo — e é importante dizer isso logo de início. O motivo de trazermos esse conteúdo é outro: a suzetrigina abre uma classe farmacológica inteiramente nova para o tratamento da dor de enxaqueca, distinta do CGRP, que domina as opções aprovadas hoje. Para pacientes que não respondem bem aos tratamentos atuais, entender que outros alvos estão sendo explorados, mesmo em estágio inicial, tem valor.
Ao mesmo tempo, é fundamental deixar claro o tipo de dado que temos aqui: não é um ensaio clínico randomizado e controlado por placebo, mas uma análise retrospectiva de prontuários, sobre uso não aprovado (off-label) do medicamento em um único centro. Vamos explicar essa diferença ao longo do texto, porque ela muda o peso que essa notícia deve ter na expectativa do leitor.
Segundo a Mayo Clinic, a suzetrigina é um inibidor seletivo do canal de sódio Nav1.8, um canal iônico encontrado quase exclusivamente em neurônios sensoriais periféricos, as células responsáveis por transmitir sinais de dor. Ao bloquear esse canal, o medicamento interrompe parte da via de transmissão da dor antes que o sinal chegue ao sistema nervoso central, sem atuar sobre os receptores opioides.

Ela já é aprovada pela FDA desde 2025, sob o nome comercial Journavx, para o tratamento de dor aguda moderada a intensa, como dor pós-operatória, com base em estudos de fase 3 comparando sua eficácia à combinação hidrocodona-paracetamol. O que é novo, e ainda não aprovado, é o seu uso para enxaqueca e outras cefaleias.
Pesquisadores do programa de enxaqueca da UCLA (Goldberg Migraine Program) revisaram retrospectivamente os prontuários eletrônicos de pacientes que haviam recebido suzetrigina fora da indicação aprovada (uso off-label), entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026.
Alguns pontos de método merecem destaque:
O desfecho avaliado foi a impressão global de mudança relatada pelo próprio paciente (PGIC). Nessa medida:
A resposta variou conforme o diagnóstico: pacientes com cefaleias trigêmino-autonômicas tiveram a maior taxa de resposta (83,3%), enquanto pacientes com cefaleia por uso excessivo de medicação tiveram a menor (40%). Mas os autores alertam que os subgrupos são pequenos demais para conclusões firmes.
Do ponto de vista de segurança, não houve eventos adversos graves relatados. Os efeitos mais comuns foram leves — coceira, tontura leve e constipação, consistentes com o mecanismo de ação periférico e seletivo do medicamento.
É tentador ler "sinal positivo em 67% dos pacientes" como uma evidência forte. Mas vale lembrar o que esse tipo de estudo consegue, e o que não consegue mostrar. O estudo sugere:
O que o estudo não pode provar:
Os próprios autores do estudo reconhecem essas limitações e defendem que os achados justificam a investigação formal da inibição do Nav1.8 em ensaios clínicos randomizados e controlados por placebo, desenhados especificamente para enxaqueca. Até lá, a suzetrigina segue aprovada apenas para dor aguda em geral (como Journavx), e seu uso em cefaleias permanece uma decisão médica individualizada, fora da bula.
A apresentação na AHS 2026 chama atenção porque é a primeira vez que um inibidor do canal Nav1.8 mostra um sinal de resposta em pacientes com enxaqueca e outras cefaleias refratárias. Mas é importante calibrar a expectativa: os dados vêm de uma análise retrospectiva, sem grupo controle, sobre uso não aprovado do medicamento, em um único centro. É um indício que justifica pesquisa futura, não uma confirmação de eficácia, nem uma nova opção de tratamento disponível hoje.
Nota de Transparência: Comprometidos com a vanguarda da medicina, utilizamos ferramentas de IA para monitorar as notícias mais recentes da neurologia mundial. Este conteúdo foi estruturado por IA e revisado detalhadamente pelo Dr. Diego de Castro para assegurar a autoridade médica e empatia com o paciente.
Dr Diego de Castro trabalha juntamente com cada um de seus pacientes que apresenta algum tipo de dor crônica, com estratégias que ajudem a melhorar sua função e minimizar sua necessidade de medicamentos.
Entendemos que a dor de cada paciente é única. Por isso, abordamos planos de tratamento individualizados, porém abrangentes de gerenciamento da dor.
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Dr Diego de Castro Neurologista pela USP, tratamento especializado para casos graves de enxaqueca em Vitória Espírito Santo ES, por meio de aplicação de toxina botulínica, bloqueio de nervo occipital e novos tratamentos para enxaqueca.
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