

Se o primeiro anti-CGRP não funcionou na enxaqueca, trocar por outro pode ajudar? Um estudo inicial, sem grupo placebo, mostra que muitos pacientes relataram melhora, mas ainda não é uma comprovação. Um estudo chamado THRIVE tenta começar a responder, avaliando o eptinezumabe em pessoas que já tinham usado outro medicamento voltado ao CGRP sem resposta adequada. Os resultados são encorajadores, mas ainda iniciais: vêm de um estudo aberto, sem grupo placebo, e foram divulgados pelo fabricante antes da publicação científica completa.
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Os preventivos que atuam sobre o CGRP mudaram o tratamento da enxaqueca, mas não funcionam bem para todos. Quem não melhora o suficiente com o primeiro costuma ficar com poucas informações sobre o próximo passo, porque há poucos estudos que tenham testado essa situação de forma planejada. O THRIVE é um dos primeiros desenhados especificamente para essa pergunta. Mesmo com limitações importantes, o tema é frequente na prática e merece ser explicado com cuidado, sem criar expectativa maior do que os dados permitem.
O CGRP é uma molécula envolvida na transmissão da dor e na inflamação ao redor dos vasos e nervos da cabeça durante a enxaqueca. Parte dos tratamentos preventivos atuais age sobre essa via: alguns anticorpos monoclonais aplicados por injeção, e também medicamentos orais chamados gepantos.
O eptinezumabe é um anticorpo monoclonal que se liga ao CGRP circulante e é administrado por infusão na veia, em geral a cada três meses. Ele não é novo: já era usado como tratamento preventivo em outros países. A novidade do THRIVE está na pergunta feita: o que acontece quando ele é usado depois de outro tratamento anti-CGRP que não funcionou bem.
O THRIVE foi um estudo de fase 4, aberto e multicêntrico, realizado nos Estados Unidos. Aberto significa que todos os participantes sabiam que estavam recebendo o medicamento, e não havia grupo placebo para comparação.
Participaram 164 adultos com pelo menos oito dias de enxaqueca por mês e resposta inadequada a um tratamento preventivo anti-CGRP anterior, que podia ser um anticorpo injetável ou um gepanto preventivo. Todos começaram com uma dose menor de eptinezumabe e, na semana 12, a dose foi aumentada. O acompanhamento durou 24 semanas.
O desfecho principal foi a impressão do próprio paciente sobre a mudança no seu quadro, medida por uma escala chamada PGIC.
Na semana 24, cerca de 60% dos participantes disseram estar "muito melhores" ou "extremamente melhores". Na semana 12, essa proporção era de cerca de 44% entre os que continuavam no estudo. A maioria dos participantes (84%) completou as 24 semanas. Segundo o fabricante, não surgiram novos sinais de segurança, e as reações mais comuns foram de hipersensibilidade e relacionadas à infusão.
Esses números indicam que muitos participantes se sentiram bem melhor. Mas é preciso ler com cuidado o que eles permitem afirmar.
O que o estudo não permite concluir. Como não havia placebo e todos sabiam que estavam em tratamento, parte da melhora relatada pode vir da expectativa, algo conhecido e frequente em estudos sobre dor. A escala usada é uma impressão subjetiva; os dados sobre quantos dias de enxaqueca por mês diminuíram ainda não foram divulgados. Além disso, a dose foi aumentada na semana 12, de modo que não dá para saber se o aumento de respostas entre as semanas 12 e 24 se deve à dose maior, ao tempo de uso ou a outros fatores. Por fim, os resultados vieram de um comunicado da empresa que fabrica o medicamento, e ainda não passaram por revisão de especialistas em uma revista científica.

Para quem convive com enxaqueca e não respondeu bem a um primeiro tratamento anti-CGRP, o estudo traz uma mensagem de cautela e de esperança: trocar de medicamento dentro da mesma classe é uma possibilidade que está começando a ser estudada, e pode fazer sentido para alguns pacientes. Mas o THRIVE não prova que funcione melhor do que outras opções, nem que funcione para todos.
Na prática, a decisão sobre qual preventivo usar depende do histórico de cada pessoa, do tipo de enxaqueca, de outros tratamentos já tentados, de efeitos colaterais e do acesso ao medicamento. Vale conversar com o neurologista antes de qualquer mudança, e não interromper o tratamento por conta própria. Registrar os dias de crise e a intensidade em um diário, por alguns meses, ajuda o médico a avaliar com mais clareza se um tratamento está de fato funcionando.
Esse é um comentário prático geral e não decorre diretamente do estudo.
O fabricante informou que os resultados completos serão apresentados em congressos e submetidos a uma revista científica. Será importante ver, nesses dados, o número de dias de enxaqueca por mês, a proporção de pacientes com redução relevante das crises, o efeito da dose e a diferença entre quem vinha de um anticorpo e quem vinha de um gepanto. Estudos com grupo controle seriam necessários para confirmar o benefício.
O THRIVE avaliou o eptinezumabe em 164 adultos com enxaqueca que não tinham respondido bem a outro tratamento anti-CGRP. Cerca de 60% relataram melhora importante na semana 24, mas o estudo foi aberto, sem placebo, com dose aumentada no meio do caminho e resultados ainda não publicados em revista científica. É um sinal que merece acompanhamento, e não uma comprovação. Se o primeiro tratamento não funcionou, vale discutir as alternativas com o neurologista.
Nota de Transparência: Comprometidos com a vanguarda da medicina, utilizamos ferramentas de IA para monitorar as notícias mais recentes da neurologia mundial. Este conteúdo foi estruturado por IA e revisado detalhadamente pelo Dr. Diego de Castro para assegurar a autoridade médica e empatia com o paciente.
Dr Diego de Castro trabalha juntamente com cada um de seus pacientes que apresenta algum tipo de dor crônica, com estratégias que ajudem a melhorar sua função e minimizar sua necessidade de medicamentos.
Entendemos que a dor de cada paciente é única. Por isso, abordamos planos de tratamento individualizados, porém abrangentes de gerenciamento da dor.
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Dr Diego de Castro Neurologista pela USP, tratamento especializado para casos graves de enxaqueca em Vitória Espírito Santo ES, por meio de aplicação de toxina botulínica, bloqueio de nervo occipital e novos tratamentos para enxaqueca.
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