

A enxaqueca é uma doença neurológica que pode causar crises incapacitantes, com frequência suficiente para exigir tratamento preventivo. Na União Europeia, o medicamento atogepant já era autorizado para a prevenção da enxaqueca; em junho de 2026, a Comissão Europeia ampliou sua indicação para incluir também o tratamento agudo das crises em adultos, com ou sem aura.
Com essa decisão, o medicamento passou a ter duas indicações diferentes:
Esta notícia não representa uma aprovação inicial do medicamento na Europa, mas uma ampliação do papel do atogepant no tratamento da enxaqueca.
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Segundo a Mayo Clinic, o atogepant pertence à classe dos gepantos, medicamentos que bloqueiam o receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, conhecido como CGRP.
O CGRP participa da fisiopatologia da enxaqueca e da transmissão dos sinais relacionados à dor. Ao bloquear o seu receptor, o atogepant reduz essa sinalização, o que pode ajudar tanto na prevenção das crises quanto no tratamento de uma crise já instalada.

A autorização europeia agora contempla dois contextos diferentes:
Essa distinção é importante porque o objetivo do tratamento não é o mesmo nos dois casos. A prevenção busca diminuir a frequência e o impacto das crises ao longo do tempo, enquanto o tratamento agudo procura aliviar uma crise específica.
Embora o mesmo medicamento possa ser utilizado nos dois contextos, a dose e o esquema de administração dependem da indicação e devem seguir a orientação médica.
A ampliação da autorização foi apoiada pelos resultados do estudo de fase 3 ECLIPSE, que avaliou o atogepant para o tratamento agudo de crises de enxaqueca. O estudo comparou o medicamento com placebo e analisou desfechos como ausência de dor e desaparecimento de sintomas associados após o tratamento.
Um dos principais resultados avaliados foi a proporção de participantes que estava sem dor duas horas após o uso do medicamento. Esse tipo de desfecho é importante porque mede um benefício diretamente relevante para quem está enfrentando uma crise.
Além disso, o estudo investigou a resposta em crises subsequentes, ajudando a avaliar se o efeito observado poderia ser reproduzido em diferentes episódios de enxaqueca.
Para os pacientes europeus, a nova indicação amplia as possibilidades de uso de uma terapia oral que já era empregada na prevenção. Em alguns casos, isso pode simplificar o planejamento terapêutico, especialmente quando a mesma classe de medicamento é considerada tanto para reduzir a frequência das crises quanto para tratar episódios agudos.
Ainda assim, a aprovação da Comissão Europeia não significa que o medicamento estará imediatamente disponível nas mesmas condições em todos os países. Preço, reembolso, incorporação aos sistemas nacionais de saúde e disponibilidade comercial são definidos em cada país.
Por isso, a autorização regulatória representa um passo importante, mas o acesso efetivo pode variar entre as diferentes regiões da Europa.
A nova indicação não significa que o atogepant será a melhor opção para todos os pacientes. A escolha do tratamento depende de vários fatores, como:
Os gepantos passaram a ampliar o conjunto de opções disponíveis para a enxaqueca, mas a decisão deve ser individualizada e feita com acompanhamento médico.
A aprovação europeia reforça o papel do bloqueio do CGRP como uma das estratégias mais importantes da neurologia moderna para o tratamento da enxaqueca. Neste caso, o avanço está na ampliação da indicação: o atogepant, antes autorizado na União Europeia para prevenção, passa também a ser uma opção para o tratamento agudo das crises.
A novidade também mostra como uma mesma via biológica pode ser explorada em diferentes momentos da doença. O importante é não confundir essas duas aplicações: prevenir crises e tratar uma crise já iniciada são objetivos distintos, mesmo quando envolvem o mesmo medicamento.
O atogepant já era aprovado na União Europeia para a prevenção da enxaqueca em adultos com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês. Em junho de 2026, a Comissão Europeia ampliou sua autorização para incluir o tratamento agudo de crises em adultos, com ou sem aura.
A mudança oferece uma nova alternativa oral para o manejo da doença, mas a disponibilidade e as condições de acesso podem variar entre os países. Além disso, a escolha do tratamento continua dependendo da avaliação individual de cada paciente e da orientação de um neurologista especializado em cefaleias.
Dr Diego de Castro trabalha juntamente com cada um de seus pacientes que apresenta algum tipo de dor crônica, com estratégias que ajudem a melhorar sua função e minimizar sua necessidade de medicamentos.
Entendemos que a dor de cada paciente é única. Por isso, abordamos planos de tratamento individualizados, porém abrangentes de gerenciamento da dor.
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Dr Diego de Castro Neurologista pela USP, tratamento especializado para casos graves de enxaqueca em Vitória Espírito Santo ES, por meio de aplicação de toxina botulínica, bloqueio de nervo occipital e novos tratamentos para enxaqueca.
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