

A enxaqueca é fortemente associada ao CGRP, uma molécula central na fisiopatologia da doença e alvo de terapias que transformaram o tratamento nos últimos anos. Mas uma dúvida importante permanece: será que medir o CGRP no sangue poderia ajudar a diagnosticar enxaqueca ou indicar atividade da doença? Um grande estudo de registro sugeriu que a resposta é não.
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Os pesquisadores analisaram mais de 1.700 participantes do registro dinamarquês REFORM, comparando pacientes com enxaqueca episódica, enxaqueca crônica e indivíduos saudáveis. Depois de ajustar os dados para fatores demográficos e clínicos, não houve diferença significativa nos níveis plasmáticos de CGRP entre os grupos.
Na prática, isso significa que o CGRP medido em sangue periférico não conseguiu distinguir pessoas com enxaqueca de controles saudáveis, nem separar de forma útil enxaqueca episódica de crônica. O estudo também não encontrou associações clinicamente relevantes entre CGRP plasmático e frequência mensal de cefaleias, dias de enxaqueca, presença de aura ou alodinia.
O achado que realmente importa para a prática e para a interpretação da notícia é que o CGRP continua sendo biologicamente importante na enxaqueca, mas isso não quer dizer que o seu nível no sangue funcione como exame diagnóstico.
A explicação mais provável é que o que acontece localmente no sistema trigeminovascular, onde o CGRP exerce seu papel na crise, não aparece de forma confiável no plasma venoso periférico. Em outras palavras, a doença pode envolver CGRP em nível local, sem que isso se traduza em aumento mensurável e útil no sangue.

Uma substância pode ser um excelente alvo para tratamento sem que sua medição no sangue seja útil para o diagnóstico. Pense da seguinte forma:
Os medicamentos anti-CGRP funcionam porque bloqueiam uma via biológica envolvida nas crises de enxaqueca, e não porque dependem de o CGRP estar alto no sangue. Assim, o fato de o CGRP plasmático não servir como biomarcador não enfraquece o uso dos gepantos ou dos anticorpos monoclonais anti-CGRP no tratamento.
O estudo, na verdade, reforça uma lição importante: uma molécula pode ser um excelente alvo terapêutico e, ao mesmo tempo, ser um biomarcador ruim quando medida no sangue periférico.
Por enquanto, o diagnóstico da enxaqueca continua sendo clínico, baseado na história do paciente e nas características das crises. A dosagem de CGRP no sangue não parece acrescentar valor real para esse fim.
Isso também ajuda a evitar uma expectativa que vinha crescendo na área: a de que bastaria medir uma molécula no sangue para confirmar enxaqueca ou monitorar atividade da doença. Pelo menos com os dados atuais, essa estratégia não se sustenta.
O estudo amplia a compreensão sobre a enxaqueca ao mostrar que a fisiopatologia da doença é mais complexa do que um único exame sanguíneo poderia capturar. Ele também ajuda a separar duas coisas que muitas vezes são confundidas: o papel do CGRP como alvo terapêutico e o CGRP como biomarcador diagnóstico.
Na prática, o recado é claro: bloquear CGRP continua fazendo sentido como tratamento; medir CGRP no sangue, por enquanto, não parece ser a resposta para diagnosticar ou acompanhar enxaqueca.
Nota de Transparência: Comprometidos com a vanguarda da medicina, utilizamos ferramentas de IA para monitorar as notícias mais recentes da neurologia mundial. Este conteúdo foi estruturado por IA e revisado detalhadamente pelo Dr. Diego de Castro para assegurar a autoridade médica e a empatia com o paciente.
Dr Diego de Castro trabalha juntamente com cada um de seus pacientes que apresenta algum tipo de dor crônica, com estratégias que ajudem a melhorar sua função e minimizar sua necessidade de medicamentos.
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Dr Diego de Castro Neurologista pela USP, tratamento especializado para casos graves de enxaqueca em Vitória Espírito Santo ES, por meio de aplicação de toxina botulínica, bloqueio de nervo occipital e novos tratamentos para enxaqueca.
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